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LIÇÃO 04 – A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO
LIÇÃO 04 – A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO

LIÇÃO 04 – A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO


INTRODUÇÃO


Veremos nesta lição o que o Novo Testamento diz acerca da verdadeira prosperidade. Analisaremos o
seu aspecto escatológico ou futuro, diferente dos heréticos teólogos da prosperidade, que se concentram somente
no presente. Veremos ainda que o ter não pode prevalecer sobre o ser; e que, sem a filantropia, é inútil a
prosperidade.


I – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
O Senhor Jesus sempre preveniu os seus seguidores quanto aos sofrimentos que decorreriam do fato
deles abraçarem o evangelho (Mt 8.18-22; 10.16-22; Jo 16.33; 17.14,15). O Mestre nunca prometeu uma vida de
grandes facilidades e comodidades. Isso, logicamente, remeteria os discípulos a uma perspectiva futura, de
recompensas futuras. Um certo dia, Pedro se viu num dilema que, por vezes, atingem os cristãos em geral. Ele
perguntou o seguinte ao Senhor: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que receberemos”? (Mt 19.27).
No versículo posterior, Jesus deixou claro que os seus seguidores receberiam a recompensa na eternidade,
quando se assentariam sobre doze tronos (Mt 19.28). Jesus ainda disse que já neste tempo, ele receberia cem
vezes tanto e também herdaria a vida eterna (Mt 19.29). Quando o Senhor falou sobre “cem vezes tanto”
certamente estava se referindo a uma vida espiritual abundante, pois nem Pedro e nem qualquer outro dos doze
jamais enriqueceram. O maior tesouro que um crente em Cristo pode ter é a vida eterna. Foi para isso que o
próprio Verbo se fez carne (Jo 3.16).
É interessante notar que a ideia de galardão sempre está relacionada com a perspectiva celestial e com o
futuro:
• Mt 5.12 fala de galardão no céu;
• Mt 6.1 fala de galardão junto ao Pai que está nos céus;
• Mt 10.41 utiliza o verbo no futuro “receberá galardão”;
• Mt 10.42 também faz uso do futuro “de modo algum perderá o seu galardão”;
• Jo 4.34-36 diz que os trabalhadores da seara da evangelização ajuntam recompensa para a vida eterna;
• Outros textos que mencionam o nosso galardão futuro (I Co 3.8,14; Cl 3.24; Hb 10.35; Ap 22.12);
A ideia de prosperidade que permeava a mente e o coração dos crentes da igreja primitiva residia na
esperança de um futuro de glória junto à Cristo. Por isso, as dificuldades desta vida não esmagavam o seu bemestar
(Rm 8.18). Mesmo os sofrimentos eram encarados como instrumentos de Deus para o bem de seus servos
(Rm 8.28), e não como consequência de pecado ou falta de fé. Paulo chegou a dizer que sentia prazer nas
angústias (Rm 5.3). A Carta aos Filipenses, conhecida como a “Carta Feliz” ou a “Carta da Alegria”, foi escrita de
dentro de uma prisão. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que nem mesmo a morte seria um impedimento para
o gozo da vida (II Co 5.1-6). Ele chega a dizer que estava sempre de bom ânimo, pois, um dia, o mortal seria
absorvido pela vida (II Co 5.4). O que importava nisso tudo é que a presença de Deus fosse conservada, pois nela
está o verdadeiro sentido da vida (Fp 1.21).


II – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER


Na realidade, o Novo Testamento fala muito mais dos perigos das riquezas do que de seus benefícios. O
muito TER geralmente leva as pessoas ao NÃO SER, ou a serem o que Deus e a Sua Palavra condenam.
Vejamos alguns casos:
• No texto de Mt 6.19-24, Jesus fala da inutilidade de se esforçar demasiadamente para ajuntar tesouros
nesta vida, pois aqui, a traça e a ferrugem podem consumir, e o ladrão, pode roubar. Por que, então, não
viver em função de riquezas que poderemos desfrutar por toda a eternidade? Ainda nesta passagem, o
Senhor diz que as riquezas podem dividir o coração do crente, de forma que ele venha a ter dois
senhores, a saber: Deus e Mamom. Isso é pecado de idolatria. Por isso, o apóstolo Paulo disse que a
avareza é idolatria (Cl 3.5; cf. Ef 5.5);
• O texto de Lc 12.16-21 nos mostra uma parábola acerca de um homem rico, que por muito ter, acabou se
tornando uma pessoa egoísta, soberba, materialista, carnal e irracional. A sua insensatez não o deixou
enxergar o óbvio: que as coisas desta vida são transitórias. Tinha muito na perspectiva humana (era rico),
mas não tinha nada na perspectiva divina (era pobre). Faz-nos lembrar dos crentes da Igreja de Laodicéia,
que se julgavam ricos, porém eram desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3.17). Isso não é
prosperidade. Pelo menos, não o é segundo Deus!
• O texto de Mt 10.16-22 relata o episódio de um jovem rico, que até era religioso, mas apenas
superficialmente. A passagem deixa claro que o seu coração estava mesmo nas riquezas. Prova disso, é
que ele preferiu rejeitar o convite do Mestre a abrir mão de suas propriedades. Ele rejeitou o tesouro do
céu, oferecido por Cristo, e apegou-se aos tesouros desta vida (10.21,22). Foi por causa desse ocorrido
que Jesus disse: “Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus” (10.23);
• O texto de I Tm 6.9,10 é um dos mais contundentes do Novo Testamento quanto ao perigo das riquezas.
Nele, o apóstolo Paulo denuncia o risco que corre os que são movidos pelo desejo de serem ricos. Tal
sentimento induz as pessoas à tentação, aos laços e a concupiscências nocivas, isto é, desejos
desordenados, descontrolados que somente danificam o crente em todas as esferas de sua vida. Os
teólogos da prosperidade deveriam ler estes versículos e atentarem para o fato de que os vivem em
função do material naufragam na perdição e na ruína. O versículo 10 diz que abraçar a mentalidade de
prosperidade material é praticar um suicídio espiritual;
Podemos destacar o exemplo da Igreja de Esmirna, que era pobre na perspectiva social, mas o próprio Jesus
afirmou categoricamente: “Mas tu és rico” (Ap 2.9). A sua riqueza consistia em boas obras para com Deus, uma
vida de santidade e intolerância ao pecado, ao fato de passarem por tribulações diversas por amor a Cristo e não
deixarem o seu lugar. Ser próspero é ser um crente fiel a Deus e à Sua Palavra e desfrutar de todas as bênçãos e
riquezas espirituais que acompanham a salvação proporcionada por Cristo na cruz do Calvário, símbolo
totalmente antagônico à teologia da prosperidade (Ef 1.3-6; I Co 1.22,23).


III – A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA


As riquezas oriundas de Deus para uma pessoa nunca visará o bem-estar único e exclusivo de quem as
recebe apenas. Tanto no Antigo quanto no Novo, Deus manifestou o seu cuidado para com os pobres e sempre
exortou os mais abastados a repartirem a sua fartura com os que padeciam necessidades. O apóstolo Paulo,
escrevendo à Timóteo falou que os ricos não deveriam colocar suas esperanças nas incertezas das riquezas, mas
em Deus (I Tm 6.17). E que os ricos fizessem o bem e enriquecessem de boas obras, repartindo a sua fortuna
com os menos favorecidos (6.18). Deus dá para que possamos REPARTIR. Isso não é válido apenas para os
ricos, mas para todos os cristãos, que devem ser movidos por um espírito generoso, dispostos muito mais a dar do
que a receber.
As igrejas da Macedônia, mencionadas por Paulo, são um exemplo de filantropia. Mesmo em meio à
provas, tribulações e dificuldades financeiras, eles repartiram o pouco que tinham de forma generosa e voluntária
(II Co 8.1-4). Eles não somente deram o que tinham, mas deram-se a si mesmos, doaram-se para ajudar o
próximo (8.5). A verdadeira manifestação da nossa fé e do amor de Cristo se dá mediante as nossas obras (II Co
8.9; Tg 2.14-17).
Ainda vemos a filantropia sendo realizada no Novo Testamento em textos como At 4.34, Rm 15.26, II Co
9.1-15, Gl 2.10. Os crentes em Cristo não devem apenas praticar a filantropia, mas “quererem praticá-la” (II Co
8.10). Devemos fazer isso não com tristeza ou por necessidade ou por conveniência (II Co 9.7). Uma coisa,
todavia, deve ser esclarecida: a contribuição deve ser feita conforme as posses de cada um para que não
aconteça o que o apóstolo menciona: “Mas não digo isso para que os outros tenham alívio, e vós, opressão;
mas para IGUALDADE... como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve
de menos” (II Co 8.13-15).


CONCLUSÃO
Vimos que, numa perspectiva presente, a verdadeira prosperidade está no aprofundamento progressivo da
nossa comunhão com Deus, no usufruto da nossa salvação. E no futuro, estaremos com o Senhor eternamente,
desfrutando do novo céu e da nova terra onde não haverá morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Ap 21.1-4).


REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. CPAD.
Assista ao programa Escola Bíblica Dominical, no canal 14, todos os sábados das

 

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