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LIÇÃO 11 – COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE
LIÇÃO 11 – COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE

COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE


INTRODUÇÃO


Já foi explicado ao longo deste trimestre, que a verdadeira prosperidade não consiste em acumular bens ou dinheiro,
nem em depositar o coração nas incertezas das riquezas. Por isso, veremos nesta lição, primeiramente, que a verdadeira
prosperidade bíblica, contempla as necessidades supridas com a bênção divina por intermédio do trabalho que foi instituído por
Deus como uma benevolência antes da “Queda” do homem. Em segundo lugar, analisaremos que, a verdadeira prosperidade
fundamenta-se também, na providência de Deus através da nossa obediência à sua Santa Palavra, e concluiremos observando
que devemos fazer uso do nosso dinheiro de modo consciente e sábio.


I – OBEDECENDO A DEUS – O SEGREDO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE


Já vimos em lições anteriores que existem diversos termos traduzidos do hebraico para “prosperidade” tais como:
hadal, “ser próspero”, shalû “prosperidade”, shalew “ser próspero”, shalwâ “ter prosperidade”, sakal, que significa
“prosperar”. Percebe-se claramente que nas Sagradas Escrituras, ser próspero não significa, necessariamente, possuir riquezas e
bens materiais (Gn 39.2,3; 39.23; Dn 3.30; 6.28; Lc 19-31).


1.1 Nas páginas do AT - A prosperidade depende, exclusivamente, da obediência a Deus, e à Sua Bendita Palavra. “Mas
Moisés disse: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso NÃO PROSPERARÁ.” (Nm 14.41; Dt 5.32-33; 17.18-
20; Dt 29.9; Js 1.7-8; Js 1.8; I Rs 2.3; II Cr 24.20).
1.2 Nas páginas do NT – Da mesma maneira que no AT a prosperidade depende, exclusivamente, da obediência a Deus, e à
Sua Palavra, no NT não é diferente. Tão importante quanto compreender e crer nas bênçãos divinas é saber a quem elas se
destinam. Ao lermos a Bíblia, vamos encontrar bênçãos para toda a humanidade. Por isso, faz-se necessário analisar a quem
essas promessas de bênçãos estão direcionadas . Vejamos: Aquele que é obediente (2 Cor 2:9; Rm 6:12; 16; Gl 3:1; 2 Ts 3:14;
Hb 3:18; 1 Ped 1:4); Aquele que é submisso (Mt 11:29: 2 Cor 9:13; Ef. 4:32; Col 3:12-16); Aquele que é humilde (Mt 11:29;
18:14; Lc 1:52; Rm 12:16; 2Cor 10:1; 1 Ped 5:5; Tg 4:10; ); Aquele que não dá lugar a incredulidade (Rm 4:18-20; Hb
3:12,13, 19; Tg 1:6,7).


II – TRABALHANDO – EXERCENDO UMA BÊNÇÃO ENTREGUE POR DEUS


O trabalho é uma bênção de Deus e necessário aos homens. “Pois comerás do trabalho das tuas mãos, FELIZ
SERÁS, e te irá bem” (Sl 128.2). “Em todo trabalho há proveito” (Pv. 14.23-

a). No hebraico a palavra “ãmãl” é usada para se
referir a “trabalho, labuta” (Gn. 41.51; Sl.105.44). A palavra “ergon” do grego denota “trabalho, emprego, tarefa” (Gn. 41.52;
Sl. 73.3; Mc.13.34; Jo. 4.34; 17.4; At. 13.2; Fp. 2.30; 1Ts. 5.13). A palavra “katergazomai” também do grego significa
“trabalhar para fora, efetuar por labuta”. Deus honra aqueles que trabalham para se manter. “... se alguém não quiser
trabalhar, não coma também” (2Ts. 310-b).


2.1 O trabalho veio antes do pecado do homem. Diferente do que algumas pessoas imaginam, o trabalho não é o julgamento
de Deus por causa do pecado de Adão (Gn 3.17-19). Se examinarmos corretamente as Escrituras, veremos que Deus colocou o
homem no jardim do Éden para o “lavrar e o guardar”, ou seja, para trabalhar antes mesmo da desobediência ao Senhor (Gn
2.15). Adão já trabalhava antes de pecar, cuidando do jardim. Uma das consequências do pecado, além da morte, foi que o
trabalho seria “penoso e suado” (Gn 3.19), e isso não significa que ele seja amaldiçoado por Deus. “Não é, pois, bom para o
homem que coma e beba e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isto também eu vi que vem da mão de Deus”
(Ec. 2.24).


2.2 O trabalho não foi o resultado do pecado – Desde a criação de Deus que o homem foi colocado no jardim para “trabalhálo,
“cultivá-lo” (Gn 2.15) do hebraico “âbad”. A maldição (Gn. 3.16-17) era apenas “a dor e a fadiga” que haviam de
acompanhar o trabalho, não o trabalho em si. Isso é destacado quando Lameque diz, por ocasião do nascimento de Noé, que
este “nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o Senhor amaldiçoou” (Gn 5.29).


2.3 O homem “imita” seu criador quando trabalha – Ao trabalhar seis dias e descansar ao sétimo, Israel imitava a Deus ao
criar o “kosmos” (Gn 2.1-2). O homem deve descansar, imitando assim a Deus, que “descansou de seu trabalho” (Êx 20.11;
Dt 5.14-15). O apóstolo Paulo disse: “Em trabalhos e fadigas...” (2Co. 11.27-a).


2.4 Deus honra aquele que trabalha – Temos vários exemplos na Bíblia, de homens que sempre trabalharam para se
manterem e não serem “pesados aos seus irmãos”, como por exemplo: Davi era pastor de ovelhas (1Sm 16.19, 2Sm 7.8),
Amós ganhava a vida como boieiro (Am 1.1), Jesus era carpinteiro (Mt. 13.55; Mc. 6.3), Paulo era fabricante de tendas (At.
18.1-3). “Vós mesmo sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram” (At
20.34). “Trabalhando com nossas próprias mãos” (1Co 4.12-b). “Porque bem vos lembreis, irmãos, do nosso trabalho e
fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós...” (1Ts 2.9). “...nem, de graça, comemos o
pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (2Ts
3.8).


III – FAZENDO USO DO DINHEIRO DE FORMA SÁBIA


Ser próspero é também saber utilizar de forma sábia o dinheiro. Analizemos alguns pontos importantes:


3.1 Provisão familiar (Alimentação, saúde, moradia, vestes, etc.) - 1Tm 5.8 “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e
principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.”


3.2 Contribuir com a obra de Deus (Dízimos e ofertas) – Pv 3.9 “Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias
de toda tua renda” Ml 3.10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois
fazei prova de mim nisto, diz o senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma
bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.”


3.3 Pagar as contas pontualmente (Bom testemunho) - Pv 3.28 “Não digas ao teu próximo: vai, e volta amanhã que to
darei, se já o tens contigo.”


3.4 Ajudar ao próximo (Comunhão) - At 2. 44-45 “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam
suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha NECESSIDADE.” Mt 5.42 “Dá a quem te
pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes”.


IV - FAZENDO MAL USO DO DINHEIRO


Ser próspero, também é saber utilizar os recursos financeiros com sabedoria. Vejamos alguns problemas do mal uso do
dinheiro:


4.1 Consumismo - De acordo com o Aurélio, consumismo é o “Sistema que favorece o consumo exagerado” é a “tendência
a comprar exageradamente”. A Bíblia adverte: “O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a
abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade” (Ec 5.10). Alcançar todos os bens que se deseja não confere a
ninguém a satisfação plena. O apóstolo Paulo encontrou na pessoa de Cristo, o equilíbrio no que tange às coisas materiais (Fp
4.11): “...aprendi a contentar-me com o que tenho”.


4.2 Avareza - É o amor ao dinheiro, que causa uma verdadeira escravidão e dependência. “Por que o amor ao dinheiro é a
raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns de desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores”
(I Tm 6.9,10). Deus não condena o dinheiro em si, mas, a ambição, cobiça, exploração, e usura. Abraão era homem muito rico;
Jó era riquíssimo, antes e depois de sua provação (Jó 1.3,10); Davi, Salomão e outros reis acumularam bens e nenhum deles foi
condenado por isto. O que a Bíblia condena é a ambição desenfreada pelos bens (Pv 28.20; Dt 8.11; Pv 11.28; Mc 4.19; Pv
23.4,5; Pv 28.11; Pv 5.10).


4.3 Dívidas - Muitas pessoas estão em situação difícil, por causa do uso irracional de benefícios oferecidos como facilidades
pelo comércio, tais como: cartão de crédito, cheque, crediário, empréstimos, etc. As dívidas podem provocar muitos males, tais
como: desequilíbrio financeiro, inadimplência, intranquilidade; provocando até certos aparecimentos de doenças, desavenças no
lar; perda de autoridade e o mau testemunho perante os ímpios (Pv 6.1-5; 11.15). “O rico domina sobre os pobres, e o que
toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22.7).


CONCLUSÃO
Podemos concluir que, para sermos bem-sucedidos, precisamos confiar na suficiência e providência de Deus mediante
nossa obediência a sua bendita Palavra (Nm 14.41; Dt 5.32-33; 17.18-20; Dt 29.9; Js 1.7-8; Js 1.8; I Rs 2.3; II Cr 24.20).
Conscientizarmo-nos de que o trabalho foi instituído por Deus antes mesmo da Queda do homem como uma bênção do Senhor
(Gn 2.15; 3. 17-19) e que, devemos fazer uso do nosso dinheiro de modo consciente e sábio para glória do nome do nosso
Deus. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei para glória de Deus” (1Co. 10.31).


REFERÊNCIAS
· BÍBLIA de Estudo Pentecostal. CPAD.
· BÍBLIA de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
· BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD.
· GONÇALVES, José. A prosperidade à luz da Bíblia. CPAD.

 

Fonte:Ass. de Deus/PE