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O JUÍZO FINAL
O JUÍZO FINAL

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos a sequência de eventos escatológicos que diz respeito aos julgamentos. Destacaremos o julgamento da besta, que acontecerá antes do Milênio. Após este, veremos que será estabelecido o juízo do Grande Trono Branco, que está relacionado à Segunda Ressurreição. Nesta ocasião, os mortos, aqueles que não ressuscitaram no arrebatamento, ressuscitarão, a fim de comparecerem perante o Supremo Juiz.
 
1. O JULGAMENTO DA BESTA
O conflito entre Deus e Satanás é um dos temas centrais no livro do Apocalipse. Em Ap. 19.17-21, temos o relato de uma batalha entre Cristo e o Anticristo, na qual o Senhor Jesus sairá vitorioso. Nessa ocasião Cristo virá para julgar as nações, acontecerá a batalha do Armagedon, quando, conforme está registrado em Ez. 39.20, “a minha mesa vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valente e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus”. Esse versículo está em consonância com Ap. 19.17, no qual se configura toda a batalha, onde serão servidas carnes de “reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, assim pequenos como grandes” (Ap. 19.18). Esses serão aqueles que fizeram pacto com o Anticristo, que receberam a sua marca, e que, por conseguinte, se colocaram contra Cristo. Os reis da terra, na percepção joanina, não passam de marionetes nas mãos do Anticristo. O poder político é avaliado na condição de regido por Satanás. Por causa disso, “a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta, e eles foram lançados vivos dentro do lado do fogo que arde com enxofre” (Ap. 19.20). O lago do fogo – geena em grego – diz respeito a um lugar de tormento e escuridão, no qual se encontrarão todos aqueles que servem a Satanás (Mt. 8.12; 22.13; 25.30; Ap. 20.10,14; 21.8). Por fim, o exército do mal será totalmente destruído com a “espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo” (Ap. 19.21), que não é outro, senão o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
 
2. O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO
Durante o Milênio, Satanás será preso, “depois disto é necessário que ele seja solto por pouco tempo” (Ap. 20.3), a fim de provar aqueles que nasceram naquele tempo. Em Ap. 20.7-15 está escrito a respeito da derrota final de Satanás, pois um dos motivos da sua libertação será também “seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra” (Ap. 20.7,8). Gogue e Magogue, símbolos dos povos que se opõem a Deus, serão confrontados pelo Senhor (Ez. 38.1). Eles serão vencidos, juntamente com o próprio Satanás, pois “desceu fogo do céu e os consumiu” (Ap. 20.9). Tal como na batalha do Armagedon, na qual o Anticristo será vencido, o diabo, “foi lançado para dentro do lago do fogo e enxofre, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta” (Ap. 20.10). Não há respaldo para o aniquilacionismo, isto é, a doutrina de que Satanás será destruído, mas a de que “serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos”. Aquele que passara mil anos preso no abismo, agora, sofrerá sua derrota final, a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn. 3.15). Ele sofrerá uma derrota paulatina, inicialmente será expulso dos ares para a terra e o mar, no período da Grande Tribulação (Ap. 12.9), será aprisionado por mil anos (Ap. 20.2), e por fim, será derrotado completamente.
 
3. A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
João viu, então, um Grande Trono Branco, e que estava “assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap. 20.11). Mas antes do Juízo Final, ocorrerá a Segunda Ressurreição. Em Dn. 12.2, este acontecimento aponta para o período posterior à Tribulação. Há também a distinção entre aqueles que ressuscitarão para vida (Jo. 5.28,29), que são bem-aventurados (Ap. 20.6) e aqueles que ressuscitarão para a morte (Jo. 5.29; Ap. 20.5). Há diferença também de tempo entre a primeira e a segunda ressurreição, separadas pelo período de mil anos, justamente antes e depois do Milênio (Ap. 20.11-13). Os que tomam parte na Primeira Ressurreição são bem-aventurados porque são chamados “sacerdotes de Deus e de Cristo”, eles têm acesso direto à presença de Deus e também governarão com Ele durante o Milênio (Ap. 1.56; 5.10). A respeito da Segunda Ressurreição, João viu “os mortos, os grandes e pequenos, postos em pé diante do trono” (Ap. 20.12). Os livros das obras serão abertos para julgamento, “deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras” (Ap. 20.13). As obras não contam para a salvação (Ef. 2.8,9), mas para a condenação, inclusive para a gradação no sofrimento (Ez. 32.21-23; Hb. 10.29). Assim, aquele “que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”, trata-se, portanto, de um julgamento para a condenação, não para a salvação, já que a igreja foi julgada antecipadamente em Cristo (Rm. 8.1), apenas as suas obras sofrerão julgamento (I Co. 3.12-15)
 
CONCLUSÃO
O mundo está entregue ao Maligno, Satanás se encontra nas regiões celestiais, controlando os poderes, através dos principados e potestades. Estamos envolvidos nessa batalha espiritual, para tanto, devamos estar munidos com toda a armadura de Deus (Ef. 6.10-18). Na medida em que pelejamos, temos a consciência, sobretudo esperança, de que, ao final, Jesus governará, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16).
 
BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
SILVA, S. P. Apocalipse versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.
 
Fonte:Prof. José Roberto A. Barbosa