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SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL
SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL

INTRODUÇÃO

Um dos problemas sociais mais sérios da sociedade, e que não é recente, é a violência. A Bíblia fala de violência e orienta os cristãos a responderem a essa dura realidade. Na aula de hoje, estudaremos a esse respeito, inicialmente, definiremos violência, tanto da perspectiva sociológica quanto bíblica. Posteriormente, avaliaremos a violência à luz da Bíblia, e final, mostraremos encaminhamentos espirituais para a superação da violência.
 
1. DEFINIÇÃO DE VIOLÊNCIA
A violência, de acordo com a perspectiva sociológica, é um comportamento que causa algum tipo de dano físico ou moral às pessoas. O termo vem do latim vis, que tem a ver com força, por conseguinte, a violência é sempre um ato de força extrema, uma agressão de alguém que se coloca impositivamente sobre o outro. A violência se concretiza de maneiras diversas, através de assassinatos, mortes, agressões, sejam elas verbais ou físicas ou econômicas. Dentro da abordagem relativista, a violência é relativa, isto porque não há absolutos. Sendo assim, um comportamento considerado violento em uma sociedade pode não ser em outra. Na Bíblia, a violência é um conceito que está relacionado ao pecado, que não é relativo. Em hebraico, o termo é hamas que diz respeito à impiedade do ser humano contra outro e contra Deus (Gn. 6.11). No Antigo Testamento a violência toma a forma através de assassinatos (Gn. 49.5) e da pressão psicológica (Sl. 35.11,12). A violência é resultado do pecado, já que os seres humanos perderam o respeito pela vida e se distanciaram de Deus (Jr. 13.22; Ez. 7.11; Is. 59.6; Jr. 6.7). No Novo Testamento, o substantivo grego bia significa violência e força. Há uma passagem bíblica em At. 5.26 em que essa palavra aparece no contexto da violência político-religiosa. É nesse contexto que Paulo foi vítima de perseguição e violência por seguir a Cristo (At. 21.35). Existem poucas referências bíblicas à violência no Novo Testamento, tendo em vista que a mensagem de Cristo é de paz, não de agressão, ainda que Ele tenha sido vítima da violência social.
 
2. A VIOLÊNCIA NA BÍBLIA
Na Bíblia, a violência tem sua origem na Queda de Adão e Eva, quando esses decidiram trilhar caminho próprio, ao invés de irem após a orientação divina (Gn. 3.4-24; 6.5). Após a Queda, os filhos de Adão e Eva perderam o respeito pela vida, Caim, com inveja do seu irmão Abel, o assassinou (Gn. 4.3,4). Lameque retrata a condição atual humana decaída, pois, além de matar dois homens, ainda se vangloriou do seu feito (Gn. 4.23). A expansão da violência foi tamanha na antiguidade que, de acordo com o relato de Gn. 6, Deus precisou punir a humanidade, salvando apenas a família de Noé (Gn. 6.7). O Antigo Testamento está repleto de histórias de violência, o contexto das sociedades daquele tempo estava respaldado na guerra. Mas Deus não incentiva à violência, nem mesmo em relação “à vara” para a correção das crianças, criticada infundadamente, pois nada tem a ver com espancamento (Pv. 29.15). A Bíblia não aprova a violência contra crianças, cônjuges, idosos, ou de natureza sexual. Jesus se posicionou contra todo tipo de violência (Mt. 5.21-23; 7.1-5). A violência contra a mulher é reprovada na instrução de que o homem deve amar sua esposa como Cristo amou a Sua igreja (Cl. 3.19). A violência de pais contra filhos é censurada, já que esses são orientados a não irritá-los (Cl. 3.21). Os patrões não devem subverter os direitos dos seus empregados, pois isso é abuso, e também violência (Cl. 4.1). Na perspectiva bíblica, a violência tem raízes profundas, seus frutos são manifestos em palavras de ira e blasfêmias (Ef. 4.31,32), não condizentes com aqueles que expressam a fé em Cristo.
 
3. SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA
Existem casos distintos de violência na sociedade, por isso, cada um deles deve ser tratado em suas especificidades. Há situações em que os cuidados de um psicólogo não podem ser descartados, muito menos a orientação espiritual. A princípio, é preciso compreender os estágios pelo qual passa aqueles que foram vítimas da violência. O primeiro deles é o do impacto, caracterizado por choque, ansiedade e medo. O segundo é o da negação, a vítima tenta voltar à vida normal, negando a realidade. O terceiro é o processo, quando o sentimento da violência não pode mais ser reprimido. O quarto e último é o da integração, quando a vítima percebe que não é mais controlado pelo efeito da violência. Todos os dias pessoas são vitimas da violência social, crianças são abusadas sexualmente, mulheres são estupradas, outras agredidas pelos seus cônjuges e idosos são injuriados em diversos contextos. Existem diversas maneiras de evitar a violência social. Uma delas é a educação, os casos de violência costumam estar atrelados à falta de formação. Não por acaso, os bolsões de violência se encontram em contextos em que as pessoas foram privadas da ascensão educacional e econômica. As famílias também precisam ser protegidas, cada vez mais crianças e adolescentes têm acesso à violência, essa está se naturalizando. Os meios de comunicação em massa, inclusive os jogos eletrônicos, favorecem a violência. O uso de drogas está destruindo a juventude, o crack é uma substância que causa dependência imediata. Os efeitos das drogas não são apenas no organismo dos dependentes, mas na sociedade como um todo, causando um ciclo de destruição e criminalidade.
 
CONCLUSÃO
No contexto da violência social, a cultura da não-violência, que é bíblica, deve ser propagada, não apenas em palavras, mas também em atos (Mt. 5.38,39; Rm. 12.19). O perdão é o antídoto contra a violência, o agressor, principalmente aquele que assim age por ter sido vítima da violência, é descontruído diante do comportamento misericordioso (Mt. 5.38-48; Rm. 12.20,21). Todos aqueles que foram vitimas da violência social devem lembrar que Jesus também o foi, e que Ele reagiu com amor, repreendendo aqueles que cultivavam a violência (Mt. 26.52).
 
BIBLIOGRAFIA
BUTIGAN, K. BRUNO, P. Da violência à integridade. Sinodal: São Leopoldo, 2008.
COLLINS, G. Aconselhamento cristão. São Paulo: Vida Nova, 2004.
 
Fonte:Prof. José Roberto A. Barbosa